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O treino de pernas, apesar de odiado por muitos, é parte essencial de uma rotina de exercícios. Apesar disso, muitas pessoas acreditam que quem tenha osteoporose não pode treinar perna. Será mesmo que isso é verdade?

Osteoporose é o nome dado à condição de massa óssea reduzida, muito comum em idosos, principalmente mulheres na pós-menopausa. É estimado que, depois dos 35 anos, as pessoas percam, em média, 0,3% de massa óssea ao ano.

Aqui, você irá aprender um pouco mais sobre a relação da osteoporose com o treino de pernas. Desde entender como a doença reage aos exercícios até receber dicas de treino especiais para quem sofre dela.

O treino afeta negativamente a osteoporose?

Como dito anteriormente, a osteoporose é uma condição onde a massa óssea está desgastada. Ela afeta, principalmente, o fêmur, a coluna e as articulações, sendo duas delas as áreas de maior impacto do treino de pernas.

Portanto, é comum surgir a dúvida se o treino de pernas não seria prejudicial esses pacientes. Mas isso não passa de um mito. Na verdade, treinar os membros inferiores é beneficial para a osteoporose.

Os benefícios são vários, e servem tanto na prevenção quanto no combate à osteoporose. A seguir, você vai entender um pouco os motivos de praticar o treino inferior quando se tem osteoporose.

Benefícios do treino de pernas para o combate a osteoporose

  • Ganho de massa muscular

O ganho de massa muscular parece não estar conectado à saúde dos ossos. Mas a verdade é que aumentar a massa magra ajuda muito na prevenção e tratamento da osteoporose, pois ajuda a diminuir o impacto nos ossos.

  • Controle da perda de massa óssea

A perda de massa óssea, como anteriormente dito, é uma condição natural da idade, e pode piorar com o sedentarismo. Porém, ao contrário do que se pode acreditar, o treino de pernas ajuda no ganho de massa óssea.

Isso acontece porque a força que os músculos exercem sobre os ossos aumenta sua densidade, causando ganho de massa. O treino de pernas é ideal para isso, pois a força da gravidade também ajuda na equação.

  • Melhora o equilíbrio

A alteração de equilíbrio é um dos sintomas mais visíveis da osteoporose. Ela ocorre tanto pela fraqueza quanto pela alteração de massa disforme no corpo. Esse é um fator que também pode ser combatido com o treino inferior.

O consenso é que, ao fazer com que os músculos trabalhem juntos em uma atividade, eles reaprendem a manter a estabilidade. Além disso, o ganho de massa óssea também ajuda a controlar o equilíbrio e evitar quedas.

  • Melhora as dores

As dores causadas pela perda de massa óssea estão entre os incômodos mais frequentes de quem tem a doença. A prática de exercícios pode, com o fortalecimento dos ossos, servir como analgésico para essas situações.

Como se exercitar de forma saudável

  • Evite exercícios de flexão de coluna

Exercícios que mantém a coluna estendida são mais apropriados para quem tem osteoporose do que os que a flexionam. Isso acontece porque os ossos da coluna vertebral estão entre os mais afetados pela osteoporose, não sendo resistentes como o fêmur.

  • Evite cargas muito altas ou de alta intensidade

Pelo mesmo motivo, também é bom evitar exercícios com cargas muito altas. Se o peso na máquina for maior do que o músculo consegue levantar, outro órgão próximo vai ter que receber a carga a mais. Inevitavelmente, recairá na coluna.

Exercícios de alta intensidade ou com muitas séries também devem ser evitados. O treino de pernas para quem tem osteoporose é benéfico, mas deve ser executado com cautela.

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