O Jiu Jitsu nas Olimpíadas é um assunto que sempre gera certa polêmica, porque existem muitas divergências de opiniões em relação a ele, o que muitas vezes acaba em discussão.

Aliás, considerando que essa é uma das lutas marciais que mais cresce no mundo, é normal que os fãs e praticantes desse esporte queiram ainda mais reconhecimento e se empolguem com a possibilidade de ter o Jiu Jitsu nas Olímpiadas.

Em todo caso, é importante ressaltar que esse ainda parece ser um sonho distante, já que tal aprovação depende de inúmeros fatores que envolvem as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI), órgão que atua diretamente na organização dos jogos Olímpicos.

Jiu Jitsu nas Olimpíadas, por que não?

Para entender porque o Jiu Jitsu nas Olimpíadas é uma ideia tão remota, existe uma necessidade evidente de pesquisar fundo no assunto, até porque, essencialmente, para um esporte fazer parte dos Jogos Olímpicos, outro tem que sair e essa é uma conta que embora pareça simples, ainda é difícil de fechar.

Além disso, quando o assunto é lutas marciais, percebe-se que o Jiu Jitsu tem várias confederações espalhadas pelo mundo como

  • CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu Jitsu).

  • CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo).

  • CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Olímpico).

  • CBJJD (Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Desportivo).

  • UAEJJF (Federação de Jiu Jitsu dos Emirados Árabes Unidos).

  • IBJJF (Federação Internacional de Jiu Jitsu Brasileiro).

  • FPJJ (Federação Paulista de Jiu-Jitsu).

  • FJJRio (Federação de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro).

Infelizmente, isso querendo ou não acaba dificultando sua entrada nas Olimpíadas, já que existe um campeonato diferente por federação, o que diminui consideravelmente as chances de encontrar o lutador melhor do mundo para a competição.

Até porque, basta prestar um pouco mais de atenção para perceber que o sucesso e o fracasso dependem apenas da convicção de cada um e estruturar devidamente os próprios interesses é que faz toda diferença.

Por fim, o certo é fazer com que as federações e confederações invistam dinheiro na melhoria, padronização e desenvolvimento do esporte como um todo, pois, só assim os atletas serão devidamente reconhecidos.

A estatização do esporte pode leva-lo a decadência

Num contexto geral, inserir o Jiu Jitsu nas Olimpíadas pode gerar grandes problemas, uma vez que regulamentar um esporte sem vivenciar a realidade proposta por ele, contribui indiretamente para prejudicar o desenvolvimento dos atletas.

Por isso, pode-se dizer que a grande maioria das pessoas que torcem para ver o Jiu Jitsu nas Olimpíadas são entusiastas que o praticam como hobby, ou seja, nem sequer chegariam perto de toda a pressão que os Jogos Olímpicos representam.

Obviamente, a sensação de ver o seu esporte aceito em algo tão grande e concorrido é muito gratificante, mas beneficiar apenas um número reduzido de atletas para concorrer a no máximo 10 vagas a cada 4 anos não é nem de longe a melhor das propostas.

Consequentemente, isso mostra que há uma estatização do esporte e isso pode leva-lo a decadência, uma vez que as técnicas e demais regras passam a ser controladas pelo governo ou algum ministério de esportes que devido às burocracias acaba se tornando obsoleto.

Considerações finais sobre o Jiu Jitsu nas Olimpíadas

Idealizar o Jiu Jitsu nas Olimpíadas é uma tarefa muito fácil e por vezes prazerosa, mas basta analisar a situação com um pouco mais de cuidado para perceber que talvez isso possa comprometer o esporte por completo e gerar uma grande frustração para aqueles que se dedicam a ele por tanto tempo.

Então, antes de querer ver o Jiu Jitsu nas Olimpíadas, procure investir no treino e continuar praticando, sem se esquecer de amar, respeitar e se orgulhar durante a própria evolução, pois, as lutas marciais foram feitas para influenciar positivamente a vida do atleta e a grandiosidade está em cada gesto.

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