Se você é pai ou mãe de uma criança neuroatípica (com Autismo ou TDAH), provavelmente já se perguntou: “Onde devo matricular meu filho?”. A busca pela atividade perfeita muitas vezes esbarra em altos custos ou logísticas impossíveis.
No novo corte do podcast Pratique + Saúde, o enfermeiro e especialista em neurociências Ramon Pedroso faz uma análise sincera sobre o “esporte milagroso” e a realidade do dia a dia. Além disso, ele toca em um tabu antigo: criança pode puxar ferro?
Se você quer escolher uma atividade que seu filho ame e que você consiga pagar e levar, leia este guia prático.

Equoterapia: o “milagre” que esbarra no preço e na distância
Para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Ramon é categórico: o melhor esporte hoje é a equitação (ecoterapia).
Segundo o especialista, o contato com o cavalo “faz milagres” e gera uma conexão mágica que transforma a criança . Porém, ele alerta para a barreira da realidade:
- Não é barato: A maioria dos planos de saúde não cobre.
- É longe: Geralmente fica em centros afastados (CTG), exigindo tempo de deslocamento.
- Exige qualificação: O profissional precisa entender tanto de cavalo quanto de autismo .
Embora seja o “padrão ouro”, muitas vezes é inviável para a rotina da família brasileira média.
O melhor esporte é aquele que cabe na sua rotina (e no seu bairro)
Se o hipismo não é uma opção, qual a alternativa para o TDAH e o TEA? A resposta de Ramon é libertadora: “É o que tá mais perto da tua rotina”.
Não adianta escolher a melhor modalidade do mundo se o pai precisa atravessar a cidade inteira saindo do trabalho para levar a criança . A consistência vence a perfeição.
“Você tem cada esquina praticamente ali um endereço, uma coisa mais cômoda.”.
Escolher uma academia ou clube próximo de casa garante que a criança vá treinar sempre, criando o hábito e a estrutura que o cérebro dela precisa.
Criança pode fazer musculação? A neurociência derruba o mito do “não cresce”
Você provavelmente cresceu ouvindo que “criança que faz musculação para de crescer”. Ramon Pedroso afirma que isso é coisa do passado (anos 2010 para trás).
Hoje, a neurociência e a medicina esportiva mostram o contrário. Se a criança já pratica um esporte (como judô, futebol ou natação), a musculação entra como proteção.
Ramon cita seu próprio exemplo: ele combina Jiu-Jitsu com musculação e CrossFit para ter estabilidade articular. Sem o fortalecimento, as lesões aparecem. Para a criança, o raciocínio é o mesmo: fortalecer para brincar e competir com segurança.
Assista à explicação completa
Quer entender melhor as opções de esporte para seu filho e ouvir a opinião completa do especialista sobre o “mito do crescimento”? Ramon Pedroso detalha tudo no vídeo abaixo.
👇 Dê o play e escolha o melhor para seu filho:
https://youtu.be/lz11Hh5IaTs
🧠 Dica amigável da Pratique
O melhor esporte para seu filho tem três regras:
- Ele gosta: A criança precisa se divertir.
- Você consegue levar: A logística tem que ser leve para os pais.
- É seguro: Tem profissionais qualificados olhando.
Se a ecoterapia está fora do orçamento, não se culpe. Uma aula de natação ou luta perto de casa, feita com constância e amor, trará benefícios incríveis para o desenvolvimento dele.
