Você sente a barriga inchada depois de comer, sofre com gases e logo corre para a farmácia para comprar aquele probiótico famoso que viu na internet, acreditando que ele vai curar o seu intestino. O problema é que, em vez de melhorar, o seu desconforto só aumenta. Se você já passou por isso, saiba que o seu corpo está dando um sinal claro de que você está pulando etapas cruciais da sua digestão.
No novo corte do podcast Pratique + Saúde, a especialista em Nutrição Integrativa e Ortomolecular, Dra. Taynah Galassi, derruba um dos maiores mitos da saúde moderna: a ideia de que todo mundo precisa tomar probióticos.
Se você está cansado de sentir a barriga estufada e quer entender como o seu intestino realmente funciona sem depender de dietas genéricas e sofrimento, leia este artigo e descubra o que está travando a sua saúde gastrointestinal.

O grande erro da internet: por que probiótico não é para todo mundo
A primeira regra para consertar o seu intestino é parar de seguir dicas genéricas. A especialista é categórica ao afirmar que o probiótico não é para todo mundo, alertando que isso é um grande erro que se encontra muito hoje em dia. Longe de serem inofensivos, os probióticos podem inclusive piorar o quadro do paciente dependendo do caso.
A explicação clínica é muito simples. Se a pessoa tem SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino delgado) ou apresenta uma disbiose grave, o uso do probiótico pode agravar os sintomas, justamente porque a equipe de saúde tem que tratar a base do primeiro problema. E como é que a gente trata um intestino doente de verdade? O caminho correto começa pelo processo de modulação intestinal, preparando o terreno antes de jogar qualquer bactéria ali dentro.
O perigo da automedicação: mais gases, estufamento e distensão abdominal
Além dos probióticos, existe também a febre dos probióticos. A Dra. Taynah explica que o pré-biótico costuma ser chamado de “alimento” para o probiótico, tratando-se, na verdade, de fibras específicas.
O grande desastre acontece quando a automedicação entra em cena. Se essa pessoa já está com uma disbiose ou com SIBO, por exemplo, e decide tomar o probiótico e prebiótico por conta própria, o resultado é catastrófico: ela pode ter mais estufamento, mais distensão abdominal, muito mais gases e aumento da fermentação, o que vai piorar ainda mais o quadro geral.
Para piorar a situação, a médica alerta que geralmente esses probióticos que a gente encontra prontos nas prateleiras de farmácia não vão ter a eficácia que se quer, falhando em entregar o efeito necessário a ponto de tratar aquele quadro clínico específico.
Assista à explicação completa da especialista
Quer entender os bastidores da sua digestão e aprender como cuidar da sua microbiota de forma inteligente, sem falsas promessas e sem jogar dinheiro fora na farmácia? A Dra. Taynah Galassi explica todos os detalhes no vídeo abaixo.
👇 Dê o play e desinche a sua barriga de verdade:
🦠 Dica amigável da Pratique
Não trate o seu intestino como um experimento laboratorial!
- Alimentação real é a base: Antes de pensar em manipular bactérias, garanta que você está comendo “comida de verdade”. O excesso de açúcares e ultraprocessados é o que alimenta as bactérias ruins e causa o estufamento que você tanto odeia.
- Mastigue devagar: A digestão começa na boca. Se você engole a comida inteira por conta da pressa e da ansiedade, o alimento chega mal digerido no intestino, causando fermentação e gases terríveis.
- Mexa o seu corpo: O sedentarismo “trava” o trânsito intestinal. Mantenha uma rotina diária de exercícios físicos para estimular a musculatura do seu abdômen e facilitar o processo digestivo e a desinflamação geral.
Um abdômen saudável e livre de dores é construído com boas escolhas.
