É muito comum ouvir nos vestiários e rodas de conversa o seguinte argumento: “Por que o Conselho de Medicina libera colocar silicone ou fazer uma lipoaspiração, mas proíbe o uso de anabolizantes para estética?”.
À primeira vista, parece uma contradição. Afinal, ambos buscam a melhoria do corpo. Mas no novo corte do podcast Pratique + Saúde, o Dr. Samir Khalil (Médico Anestesiologista e Prof. de Educação Física) explica por que comparar os dois é um erro técnico grave.
Se você usa essa justificativa para validar o uso de hormônios, precisa entender a diferença entre risco calculado e risco impreciso.

O problema que você não sabe quando (nem onde) vai aparecer
O Dr. Samir reconhece: o anabolizante tem prova de eficácia estética . Ninguém nega que ele muda o corpo. O problema real é a imprecisão dos danos.
Com o anabolizante, você joga no escuro. “Você não sabe quando, onde vai dar o problema” . E o pior: quando o problema aparece, muitas vezes os médicos não sabem exatamente como manejar, pois faltam estudos de longo prazo para uso estético .
Além disso, os danos tendem a ser crônicos. Não é algo que se resolve fácil. Estamos falando de condições para a vida toda, como a insuficiência cardíaca .
Cirurgia plástica: risco pontual e protocolo definido
Por que a medicina “aceita” a plástica? Porque ela tem estudos de seguimento e protocolos de segurança estabelecidos .
A grande diferença explicada pelo Dr. Samir é que os problemas da cirurgia plástica tendem a ser pontuais. A imensa maioria das complicações acontece no momento da cirurgia ou no pós-operatório imediato.
Ou seja: o médico já sabe quais são os riscos e, o mais importante, sabe como agir para resolver . Existe previsibilidade. Já no uso de hormônios, essa previsibilidade não existe.
Alerta: a segurança depende do profissional (e do limite)
O Dr. Samir faz um alerta crucial: essa segurança da cirurgia plástica só existe quando o profissional respeita a ciência e os protocolos .
Ele critica duramente o mercado atual, onde profissionais fazem procedimentos exagerados (como lipos agressivos) apenas para agradar o cliente, ignorando a segurança . Isso é um mau exercício da profissão e foge da discussão de segurança .
Ou seja: tanto na cirurgia quanto no treino, o exagero e a falta de ética são os verdadeiros inimigos.
Assista à explicação técnica
Quer entender a fundo por que o anabolizante é considerado uma “bomba relógio” enquanto a cirurgia é um “risco calculado”? O Dr. Samir desenha essa diferença no vídeo abaixo.
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🌟 Reflexão final para sua saúde
A busca pela estética não é errada, mas o preço que se paga por ela importa.
- Na cirurgia, você confia em protocolos estudados há décadas.
- No anabolizante, você aposta contra sua própria biologia sem garantia de volta.
- A opção mais segura sempre será a construção diária: treino, dieta e tempo.
